Sonya Azevedo
Essência em versos e prosas
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O Jardim Perdido
 
 
Era uma vez uma linda garotinha que foi abandonada a sua própria sorte. Vivia sozinha em baixo de um viaduto e todos os dias tinha que tentar conseguir seu próprio sustento.
Certo dia, muito triste, uma lágrima rolou pela sua face molhando o chão de pedras onde morava. Não demorou muito e começou a brotar uma flor no infértil solo.
Encantada com o mistério, a criança começou a cuidar da flor dividindo com ela a comida que conseguia arranjar para se alimentar.
Assim, o tempo foi passando, a flor foi crescendo e, ao seu redor, foram brotando novas flores que nasciam das pedras. A criança já não se sentia mais sozinha e vivia, agora, muito feliz com a beleza do seu jardim.
Um dia, um senhor começou a visitá-la. Suas visitas passaram a ser constantes e já não faltava mais nada para a linda criança. Embora vivesse sozinha com a dor do abandono, sentia-se plena de alegria e muito feliz com o novo amigo.
Pessoas passavam pelo local e afastavam-se com receio do senhor barbado e da criança sujinha que havia transformado o chão de pedras num verdadeiro jardim de uma beleza jamais vista.
Certo dia, a criança ficou muito febril e ninguém, embora ela clamasse por auxilio, parou para, sequer, saber o porquê ela se sentia tão mal.
As pessoas mal a olhavam e, em sua dor, a criança pediu ao seu amigo, o maltratado senhor barbado, que a levasse para Sua casa onde ela poderia cuidar do jardim das flores murchas, as flores descrentes do Amor Universal.
O senhor maltrapilho aguardou uma multidão que se aglomerava em torno do local onde a criança jazia em seus braços e disse:
-“Enviei o meu anjo de Luz para ensiná-los o verdadeiro sentido do Amor. Das suas lágrimas de tristeza brotaram as mais lindas flores, as quais foram regadas com as águas da solidão, do desamparo.
Aqui cheguei para cuidá-la e hoje a conduzo ao jardim dos bem aventurados, mas carrego no meu peito a dor que me lançaram a 2.000 anos atrás, quando, passivos da fé, crucificaram o Filho de Deus.
Hoje, o desprezo pelos grandes de espírito, mas pequenos nos vossos conceitos do ser, reabre as feridas cicatrizadas de perdão e amor que vos ensinei.
Conduzo o meu anjo ao jardim de onde ele cuidará, com amor, de todos vós que, no seu orgulho de ser, sequer olharam a sua face.”
E conduzindo-a pela mão atravessaram a ponte infinita da Luz.
Até hoje, das pedras brotam flores milagrosas que encantam a todos que passam, e que não murcham jamais.

 
13/11/2008
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Sonya Azevedo
Enviado por Sonya Azevedo em 04/08/2010
Alterado em 05/08/2010
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