Sonya Azevedo
Essência em versos e prosas
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 A canção da chuva
 

 
Eu canto o silencioso trissar da chuva,
Que como o beija-flor agita-se ao vento
Procurando abrigo nos ramos da sapuva
Em sua natural atitude de prevento.
 
Eu canto o álacre sussurrar da terra
Ao mavioso gotejar do regador celeste,
Onde anjos dançam mui além da serra
E onde graças ao maná é inconteste.
 
Eu salmodio a chuva, sua bem-aventurança,
Que em sua tristeza lava a falta humana,
E conduz ao sol dores a se volatizarem.
 
E, nos arpejos singrados em rio de andança,
Dissipa-se do céu o negror da amana,
E traz à natureza cernes a se sublimarem.
 
Eu canto a canção da chuva e seu halo purificador.
 
 


Em 19/03/2012



 
 
 
 
Sonya Azevedo
Enviado por Sonya Azevedo em 07/04/2012
Alterado em 15/08/2020
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